Companhia da Nova Zelândia faz voo teste com óleo vegetal
Uma companhia aérea da Nova Zelândia realizou com sucesso o primeiro voo de um avião alimentado a óleo vegetal. A viagem de duas horas decorreu na região de Auckland, capital do país
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=121668
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
A idiotice da justiça portuguesa
Prisão do assassino já não pode ser aplicada
A decisão de uma procuradora adjunta em ordenar a prisão domiciliária para o cadastrado que está indiciado pelo roubo e homicídio qualificado da agente imobiliária de Viseu, degolada pelo assaltante, não pode ser alterada pela Procuradoria Geral da República. Agora só poderá ser reavaliada se a PJ reunir novas provas, podendo a medida de coacção actual, com o suspeito em casa, prolongar-se durante anos.
Pinto Monteiro garantiu ao CM desconhecer este caso em concreto e a qualidade dos indícios analisados pela magistrada de Viseu, mas lembra existir uma "norma" que aconselha os magistrados a requererem a medida de coacção mais gravosa em caso de crimes graves – prisão preventiva. "Há uma norma, mas existe uma margem de escolha. E presume-se que, no caso indicado, o magistrado deve ter proposto a medida que entendeu correcta", diz o PGR ao CM.
Quanto a José Manageiro, presidente da Associação Profissional da Guarda, diz ao nosso jornal que a presença permanente de quatro militares da GNR em redor da casa do suspeito custa ao Estado 300 euros por dia. "Este tipo de situações ficam caras ao contribuinte, já para não falarmos das alterações de serviço que se fazem no posto".
Alfredo Azevedo, 41 anos, estava desempregado e vivia com graves problemas financeiros. No dia do homicídio chegou a casa com 200 euros em notas, o mesmo montante levantado pela vítima horas antes de ser assassinada. À PJ e mesmo perante os indícios, o suspeito negou o crime. Está indiciado por homicídio qualificado e roubo.
DEIXOU DE SER VISTO NO CAFÉ
Alfredo Azevedo, o suspeito do homicídio da promotora imobiliária, tinha por hábito frequentar os cafés de Rio de Loba e Travassós de Cima. No entanto, desde que ocorreu o crime, há duas semanas, terá mudado de hábitos e deixou de ser visto nos estabelecimentos. "Ele vinha cá com alguma frequência e era tratado como sendo da família. A certa altura deixou de cá vir", disse ao CM a funcionária do café.
Alfredo Azevedo dizia por vezes às pessoas que era viúvo, que tinha muito trabalho como pintor de automóveis e que fazia transportes para a zona do Porto.
A verdade é que nos últimos tempos não trabalhava e passava por grandes dificuldades financeiras. "Não lhe são conhecidas actividades paralelas, mas era preciso sustentar uma família e estava desempregado", recorda fonte policial.
A decisão de uma procuradora adjunta em ordenar a prisão domiciliária para o cadastrado que está indiciado pelo roubo e homicídio qualificado da agente imobiliária de Viseu, degolada pelo assaltante, não pode ser alterada pela Procuradoria Geral da República. Agora só poderá ser reavaliada se a PJ reunir novas provas, podendo a medida de coacção actual, com o suspeito em casa, prolongar-se durante anos.
Pinto Monteiro garantiu ao CM desconhecer este caso em concreto e a qualidade dos indícios analisados pela magistrada de Viseu, mas lembra existir uma "norma" que aconselha os magistrados a requererem a medida de coacção mais gravosa em caso de crimes graves – prisão preventiva. "Há uma norma, mas existe uma margem de escolha. E presume-se que, no caso indicado, o magistrado deve ter proposto a medida que entendeu correcta", diz o PGR ao CM.
Quanto a José Manageiro, presidente da Associação Profissional da Guarda, diz ao nosso jornal que a presença permanente de quatro militares da GNR em redor da casa do suspeito custa ao Estado 300 euros por dia. "Este tipo de situações ficam caras ao contribuinte, já para não falarmos das alterações de serviço que se fazem no posto".
Alfredo Azevedo, 41 anos, estava desempregado e vivia com graves problemas financeiros. No dia do homicídio chegou a casa com 200 euros em notas, o mesmo montante levantado pela vítima horas antes de ser assassinada. À PJ e mesmo perante os indícios, o suspeito negou o crime. Está indiciado por homicídio qualificado e roubo.
DEIXOU DE SER VISTO NO CAFÉ
Alfredo Azevedo, o suspeito do homicídio da promotora imobiliária, tinha por hábito frequentar os cafés de Rio de Loba e Travassós de Cima. No entanto, desde que ocorreu o crime, há duas semanas, terá mudado de hábitos e deixou de ser visto nos estabelecimentos. "Ele vinha cá com alguma frequência e era tratado como sendo da família. A certa altura deixou de cá vir", disse ao CM a funcionária do café.
Alfredo Azevedo dizia por vezes às pessoas que era viúvo, que tinha muito trabalho como pintor de automóveis e que fazia transportes para a zona do Porto.
A verdade é que nos últimos tempos não trabalhava e passava por grandes dificuldades financeiras. "Não lhe são conhecidas actividades paralelas, mas era preciso sustentar uma família e estava desempregado", recorda fonte policial.
domingo, 28 de dezembro de 2008
Afinal estamos mesmo na linha da frente!!
Fato de Banho concebido em Portugal gera polémica
O LZR Racer, o fato de banho usado pelo norte-americano, Michael Phelps, foi concebido em Portugal e aprovado pela Federação Internacional de Natação, mas um treinador australiano considera que este fato pode pôr em causa a credibilidade da performance dos atletas.
Peça da jornalista Ana Lemos com declarações do antigo presidente da Federação Portuguesa de Natação, Vítor Nogueira, que considera que as inovações dos fatos de banho resultam do avanço tecnológico
O LZR-Racer usado, por exemplo, pelo nadador Michael Phelps foi concebido em Portugal, numa parceria entre a empresa Petratex, de Paços de Ferreira, e a Speedo.
O material foi desenvolvido em Portugal e a empresa nacional garante que o tecido inovador permite reduzir entre cinco a 10 por cento a fricção dentro de água.
O fato de banho foi aprovado pela Federação Internacional de Natação, FINA, e viveu momentos de glória nos Jogos Olímpicos de Pequim, realizados este ano.
No entanto, um treinador australiano considera que os novos fatos de banho podem afectar a credibilidade das apetências dos atletas porque, nos dias de hoje, as pessoas começam a acreditar que os resultados dos nadadores dependem das características dos seus fatos de banho.
O antigo presidente da Federação Portuguesa de Natação, Vítor Nogueira, desvaloriza a opinião do treinador australiano por considerar que tratam-se de novas tecnologias que são aplicadas em todas as modalidades desportivas.
Na opinião de Vítor Nogueira, os recordes que se registaram nos Jogos Olímpicos de 2008 em natação poderão, em vez disso, estar relaccionados com as caracteristicas da piscina de Pequim.
A FINA já anunciou, no entanto, uma reunião com atletas, representantes das marcas, especialistas e fabricantes para analisarem os fatos de banho utilizados na prática da modalidade.
O LZR Racer, o fato de banho usado pelo norte-americano, Michael Phelps, foi concebido em Portugal e aprovado pela Federação Internacional de Natação, mas um treinador australiano considera que este fato pode pôr em causa a credibilidade da performance dos atletas.
Peça da jornalista Ana Lemos com declarações do antigo presidente da Federação Portuguesa de Natação, Vítor Nogueira, que considera que as inovações dos fatos de banho resultam do avanço tecnológico
O LZR-Racer usado, por exemplo, pelo nadador Michael Phelps foi concebido em Portugal, numa parceria entre a empresa Petratex, de Paços de Ferreira, e a Speedo.
O material foi desenvolvido em Portugal e a empresa nacional garante que o tecido inovador permite reduzir entre cinco a 10 por cento a fricção dentro de água.
O fato de banho foi aprovado pela Federação Internacional de Natação, FINA, e viveu momentos de glória nos Jogos Olímpicos de Pequim, realizados este ano.
No entanto, um treinador australiano considera que os novos fatos de banho podem afectar a credibilidade das apetências dos atletas porque, nos dias de hoje, as pessoas começam a acreditar que os resultados dos nadadores dependem das características dos seus fatos de banho.
O antigo presidente da Federação Portuguesa de Natação, Vítor Nogueira, desvaloriza a opinião do treinador australiano por considerar que tratam-se de novas tecnologias que são aplicadas em todas as modalidades desportivas.
Na opinião de Vítor Nogueira, os recordes que se registaram nos Jogos Olímpicos de 2008 em natação poderão, em vez disso, estar relaccionados com as caracteristicas da piscina de Pequim.
A FINA já anunciou, no entanto, uma reunião com atletas, representantes das marcas, especialistas e fabricantes para analisarem os fatos de banho utilizados na prática da modalidade.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Há coisas que não se percebem, mas se calhar também não são para perceber.
Portugal é destino de preferência dos prisioneiros de Guantánamo.
Que Portugal é um conhecido destino para turistas, isso não é novidade. Mas, pelos vistos, passou a ser também um país muito popular entre os detidos de Guantánamo, desde que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, anunciou a disponibilidade de receber alguns, disse à agência Lusa um advogado dos detidos."Todos a quem falámos (da oferta do governo português) ficaram contentes com a ideia", disse Clive Smith, director da organização de defesa de direitos humanos Reprieve e defensor jurídico de 30 detidos. "Portugal é um lugar muito popular em Guantánamo nesta altura!", garantiu, em entrevista por email a partir de Washington, onde se encontra. Luís Amado deu conta da disponibilidade de Portugal para acolher detidos de Guantánamo a 10 de Dezembro, numa carta enviada aos homólogos da União Europeia, a propósito do 60º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos. Smith disse à Lusa ter discutido a hipótese com todos os clientes e que estes "não querem outra coisa senão sair dali e ir para Portugal". Um exemplo é o palestiniano Ayman al Shurafa, de 33 anos, cujo regresso à Arábia Saudita, onde nasceu e cresceu, não foi aceite por não ter a nacionalidade saudita. A solução, segundo o director da Reprieve, seria ir para os territórios palestinianos "se Israel deixasse. Ele já teria sido libertado se não fosse isso."O advogado afirmou não ter dúvidas de que muitos detidos preferem instalar-se noutro país diferente do deles porque "se eles regressarem serão torturados". O desafio será agora que outros países adiram à posição portuguesa, em especial o Reino Unido e Itália, que "deviam receber as pessoas que viviam ali como residentes", nomeadamente três argelinos no Reino Unido e oito tunisinos em Itália. Clive Smith considerou que há 60 casos difíceis, depois de excluir dos actuais 250 detidos, os cerca de 40 que estima que serão julgados nos Estados Unidos e os 150 que deverão regressar a casa. "Se Portugal ajudar nisto, iniciará uma relação muito positiva com a administração Obama, além de ser um óptimo exemplo para o mundo islâmico - onde Portugal será muito mais popular também", concluiu.
Que Portugal é um conhecido destino para turistas, isso não é novidade. Mas, pelos vistos, passou a ser também um país muito popular entre os detidos de Guantánamo, desde que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, anunciou a disponibilidade de receber alguns, disse à agência Lusa um advogado dos detidos."Todos a quem falámos (da oferta do governo português) ficaram contentes com a ideia", disse Clive Smith, director da organização de defesa de direitos humanos Reprieve e defensor jurídico de 30 detidos. "Portugal é um lugar muito popular em Guantánamo nesta altura!", garantiu, em entrevista por email a partir de Washington, onde se encontra. Luís Amado deu conta da disponibilidade de Portugal para acolher detidos de Guantánamo a 10 de Dezembro, numa carta enviada aos homólogos da União Europeia, a propósito do 60º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos. Smith disse à Lusa ter discutido a hipótese com todos os clientes e que estes "não querem outra coisa senão sair dali e ir para Portugal". Um exemplo é o palestiniano Ayman al Shurafa, de 33 anos, cujo regresso à Arábia Saudita, onde nasceu e cresceu, não foi aceite por não ter a nacionalidade saudita. A solução, segundo o director da Reprieve, seria ir para os territórios palestinianos "se Israel deixasse. Ele já teria sido libertado se não fosse isso."O advogado afirmou não ter dúvidas de que muitos detidos preferem instalar-se noutro país diferente do deles porque "se eles regressarem serão torturados". O desafio será agora que outros países adiram à posição portuguesa, em especial o Reino Unido e Itália, que "deviam receber as pessoas que viviam ali como residentes", nomeadamente três argelinos no Reino Unido e oito tunisinos em Itália. Clive Smith considerou que há 60 casos difíceis, depois de excluir dos actuais 250 detidos, os cerca de 40 que estima que serão julgados nos Estados Unidos e os 150 que deverão regressar a casa. "Se Portugal ajudar nisto, iniciará uma relação muito positiva com a administração Obama, além de ser um óptimo exemplo para o mundo islâmico - onde Portugal será muito mais popular também", concluiu.
Às vezes as instituições funcionam, mas só às vezes...
Professor de música notificado por alegado acto de racismo
Um professor de música de Santarém esta quarta-feira notificado de uma contra-ordenação determinada pelo Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural e pela Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial na sequência de uma denúncia de xenofobia.
O professor, que lecciona na EB 2,3 Mem Ramires, em Santarém, disse à agência Lusa que não foi ouvido no âmbito deste processo e que vai contestar a contra-ordenação, que propõe uma multa equivalente a um ordenado mínimo nacional.
A notificação foi entregue por um inspector da Inspecção-Geral da Educação, que hoje de manhã ouviu, na escola, a mãe e o aluno de 12 anos que estão na origem da queixa.
A mãe assegura que o professor em causa se dirigiu ao seu filho dizendo "entra para a sala ó preto" e que, na sequência da denúncia que fez da situação, proferiu ameaças dentro da sala de aula.
O professor nega a acusação e assegura que está de "consciência tranquila".
A escola abriu um processo interno, que passou numa primeira fase por uma tentativa de conciliação - determinando um pedido de desculpa formal que o professor se recusou a fazer -, e que aguarda agora a conclusão do processo disciplinar entretanto aberto.
A mãe da criança, que se queixa de não ter sido recebida pela direcção da escola, na sequência do caso ocorrido em Janeiro último, formalizou queixa na PSP dois meses depois.
Por seu turno, o professor apresentou igualmente uma queixa-crime contra a mãe da criança por difamação, encontrando-se os dois processos ainda a correr trâmites no Ministério Público.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Ele merece...
Inquérito a António Nunes
PJ faz buscas
A Polícia Judiciária (PJ) esteve esta terça-feira a efectuar buscas na sede da Microfil, empresa de informática a quem a antiga Direcção-Geral de Viação (DGV) adjudicou diversos serviços, quando era liderada por António Nunes (actual presidente da ASAE – Autoridade de Seguraça Alimentar e Económica)
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=120334
PJ faz buscas
A Polícia Judiciária (PJ) esteve esta terça-feira a efectuar buscas na sede da Microfil, empresa de informática a quem a antiga Direcção-Geral de Viação (DGV) adjudicou diversos serviços, quando era liderada por António Nunes (actual presidente da ASAE – Autoridade de Seguraça Alimentar e Económica)
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=120334
Qual será a actividade principal?
Advogado de Leonor Cipriano é médium e garante ter visto Maddie e Joana
Aragão Correia, advogado de Leonor Cipriano no caso contra os inspectores da PJ, afirma ser médium e já ter tido visões de Maddie e de Joana. O jurista diz-se disposto a ajudar quem o procure sem cobrar um tostão
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=120176
Aragão Correia, advogado de Leonor Cipriano no caso contra os inspectores da PJ, afirma ser médium e já ter tido visões de Maddie e de Joana. O jurista diz-se disposto a ajudar quem o procure sem cobrar um tostão
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=120176
Tenho pena do puto, mas foi uma lição para o pai
Filho de Sócrates foi assaltado perto de casa
O filho mais novo do primeiro-ministro, José Sócrates, foi assaltado na passada sexta-feira, perto de casa em Telheiras, por quatro indivíduos que o ameaçaram com facas
Eduardo Fava Pinto de Sousa de 13 anos estava acompanhado com um outro adolescente da mesma idade quando foram atacados pelos ladrões que lhe roubaram um telemóvel e um iPhone, avança o 24Horas.
O alerta para a PSP terá sido feito pelo próprio filho do primeiro-ministro mas ainda não foi apresentada qualquer queixa, tendo as vítimas seis meses para o fazerem.
Fonte da PSP disse que nenhum dos menores ofereceu resistência e que não havia ferimentos a registar, de acordo com o 24Horas.
A mãe, Sofia Fava já confirmou o assalto mas o pai, José Sócrates ainda não fez qualquer declaração sobre o assunto.
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=119674
O filho mais novo do primeiro-ministro, José Sócrates, foi assaltado na passada sexta-feira, perto de casa em Telheiras, por quatro indivíduos que o ameaçaram com facas
Eduardo Fava Pinto de Sousa de 13 anos estava acompanhado com um outro adolescente da mesma idade quando foram atacados pelos ladrões que lhe roubaram um telemóvel e um iPhone, avança o 24Horas.
O alerta para a PSP terá sido feito pelo próprio filho do primeiro-ministro mas ainda não foi apresentada qualquer queixa, tendo as vítimas seis meses para o fazerem.
Fonte da PSP disse que nenhum dos menores ofereceu resistência e que não havia ferimentos a registar, de acordo com o 24Horas.
A mãe, Sofia Fava já confirmou o assalto mas o pai, José Sócrates ainda não fez qualquer declaração sobre o assunto.
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=119674
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Não dá tanta dor de cabeça...
Mulheres preferem a internet ao sexo.
A Intel, empresa produtora de material para computadores, quis aferir da importância da rede na vida actual das pessoas. O estudo, realizado nos EUA, concluiu que as mulheres preferem navegar na internet a fazer sexo.
A sondagem, conduzida pela empresa Harris Interactive, concluiu que quase metade (49%) das mulheres entre os 18 e 0s 34 anos disse preferir a rede à cama, quando colocadas perante uma simples hipótese: prefere ficar sem fazer amor ou sem net durante duas semanas?
A diferença, a favor da internet, em detrimento, pois, das relações interpessoais, aumenta com a idade: dos 35 aos 44 anos, 52% das representantes do chamado belo sexo preferem mesmo é a boa da net.
Entre os homens, são mais os que preferem o sexo à internet. Mas, segundo o levantamento feito pela Harris Interactive, entre 2119 adultos, 30% dos americanos contactados disse que preferia ficar sem sexo duas semanas a perder a ligação à internet durante o mesmo período.
O estudo, intitulado “A Importância da internet na economia actual”, concluiu que, entre as mulher, a internet é quase tão importante como um par de sapatos novos e, cada vez mais, algo sem a qual não conseguiriam viver. A maioria disse que, à falta de dinheiro, preferiria pagar a internet, prescindindo de jantar fora, comprar roupa ou pagar a mensalidade no ginásio. Dizem os números, que 61% das senhoras preferia ficar sem televisão duas semanas a prescindir da net.
“A sondagem apurou que 65% dos adultos sente que não poderia viver sem internet”, lê-se no estudo, citado pelo blogue “Bits” do jornal “New York Times”, dos EUA. Mais ainda, 71% dos inquiridos considerou importante ou muito importante ter aparelhos, como computadores ou telemóveis que possam proporcionar actualizações em tempo real de assuntos importantes , incluindo a economia”.
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1059176
A Intel, empresa produtora de material para computadores, quis aferir da importância da rede na vida actual das pessoas. O estudo, realizado nos EUA, concluiu que as mulheres preferem navegar na internet a fazer sexo.
A sondagem, conduzida pela empresa Harris Interactive, concluiu que quase metade (49%) das mulheres entre os 18 e 0s 34 anos disse preferir a rede à cama, quando colocadas perante uma simples hipótese: prefere ficar sem fazer amor ou sem net durante duas semanas?
A diferença, a favor da internet, em detrimento, pois, das relações interpessoais, aumenta com a idade: dos 35 aos 44 anos, 52% das representantes do chamado belo sexo preferem mesmo é a boa da net.
Entre os homens, são mais os que preferem o sexo à internet. Mas, segundo o levantamento feito pela Harris Interactive, entre 2119 adultos, 30% dos americanos contactados disse que preferia ficar sem sexo duas semanas a perder a ligação à internet durante o mesmo período.
O estudo, intitulado “A Importância da internet na economia actual”, concluiu que, entre as mulher, a internet é quase tão importante como um par de sapatos novos e, cada vez mais, algo sem a qual não conseguiriam viver. A maioria disse que, à falta de dinheiro, preferiria pagar a internet, prescindindo de jantar fora, comprar roupa ou pagar a mensalidade no ginásio. Dizem os números, que 61% das senhoras preferia ficar sem televisão duas semanas a prescindir da net.
“A sondagem apurou que 65% dos adultos sente que não poderia viver sem internet”, lê-se no estudo, citado pelo blogue “Bits” do jornal “New York Times”, dos EUA. Mais ainda, 71% dos inquiridos considerou importante ou muito importante ter aparelhos, como computadores ou telemóveis que possam proporcionar actualizações em tempo real de assuntos importantes , incluindo a economia”.
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1059176
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
O melhor do Algarve !!
Restaurante erótico no Algarve
Dê-me um 'Linguado à Cicciolina', por favor!
Depois da Póvoa de Varzim e Vila Nova de Gaia, num restaurante do Algarve já é possível pedir sabores eróticos e ser-se servido em trajes menores. Lisboa e Almada são as cidades que se seguem.
"Queria um bitoque, se faz favor... Não? E uma salada de atum? Também não... Então, dê-me um 'Linguado à Cicciolina', por favor!" - peço à empregada em 'lingerie' semi-transparente branca.
O conceito de refeições servidas em trajes menores, já testado no Norte do país, chega agora ao Algarve. O restaurante, com capacidade para 90 pessoas, oferece sabores afrodisíacos, servidos por empregados e empregadas de mesa praticamente despidos.
"É um novo conceito de restauração que aposta num ambiente descontraído, quase familiar, mas muito divertido", garante Luís de Almeida, um dos proprietários. "Para além disso, temos refeições de qualidade, porque se queremos que voltem, é importante que comam bem", acrescenta.
E variedade de pratos é coisa que não falta, com preços que oscilam entre os 9 e os 30 euros, passando pela carne, peixe e massas frescas, bem como algumas sobremesas requintadas. Também é possível usufruir de alguns menús (Afrodisíaco, Lingerie e Escaldante, por exemplo) que incluem tudo e custam cerca de 30 euros por pessoa. Todos os pratos têm nomes sugestivos, de fazer crescer... o apetite.
'Oh si cariño', 'Linguado à Cicciolina', '69 Italiano, Orgia de Carnes' ou 'Viúva insaciável' são algumas das sugestões do restaurante, que só revela uma receita, a do sucesso: "Nós já tínhamos dois restaurantes, um na Póvoa do Varzim e outro em Vila Nova de Gaia, e agora decidimos apostar na internacionalização. Estivemos quase a abrir em Londres, mas pensámos que era melhor fazer o teste aqui em Albufeira, com os estrangeiros, antes de avançar para Inglaterra", refere Luís de Almeida.
Em breve, através do sistema de 'franchising', esperam abrir em Lisboa, Almada e também em algumas capitais europeias.
Para além do 'prato principal', o restaurante aposta em animação que decorre em simultâneo com a refeição, que inclui espectáculos de 'striptease' masculinos e femininos, 'lap dance', 'table dance' e até 'shows' lésbicos.
"Estou a divertir-me imenso", garante Joana Corado, uma das clientes que chegou a estar por debaixo de um 'stripper', em movimentos pélvicos pouco habituais num restaurante. "Não me importei nada, eu acho que de certo modo também foi bom fazer parte do espectáculo, porque nós estamos cá para nos divertirmos", diz ao Expresso, com um sorriso.
Ao mesmo tempo, Cristiano, 28 anos, 1,86 metros de altura e vários centímetros de 'bíceps', abre uma garrafa de vinho. Vestido apenas de 'boxers', conta ao Expresso que veio do Brasil há nove meses e apesar da licenciatura em Publicidade aceitou o trabalho de bom grado. "Eu já tinha trabalhado numa cadeia de restaurantes no Brasil, em que o ambiente era bastante descontraído, também já tenho feito alguns trabalhos para publicidade por isso não me chateia andar assim", afirma.
"Despida? Você acha que eu estou despida?", pergunta Mayre, 34 anos, apontando para a 'lingerie' semi-transparente que não lhe tapa a pele sardenta. Também ela brasileira, trocou os varões de 'strip' por uma profissão mais calma e de menor exposição. Reconhece sentir-se observada mas diz ser tudo uma questão de hábito: "Não tem nada demais", admite.
Ainda que simpática, nota-se no trato que lhe falta a experiência para servir à mesa.
"Nós tentámos adaptar o pessoal ao ambiente e pôr à mesa pessoas já com alguma experiência, mas não é tarefa fácil chegar ao pé de alguém que já trabalha como empregado de mesa e dizer-lhe para se despir. Até para arranjar bom pessoal para um restaurante normal já é difícil, quanto mais para aqui!", confessa Luís de Almeida, do 'The Lingerie Restaurant', em Albufeira.
Devido ao espaço reduzido, e a avaliar pelo interesse que este tipo de 'carnes' geralmente desperta, aconselha-se a reserva antecipada de mesa.
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/472566
Dê-me um 'Linguado à Cicciolina', por favor!
Depois da Póvoa de Varzim e Vila Nova de Gaia, num restaurante do Algarve já é possível pedir sabores eróticos e ser-se servido em trajes menores. Lisboa e Almada são as cidades que se seguem.
"Queria um bitoque, se faz favor... Não? E uma salada de atum? Também não... Então, dê-me um 'Linguado à Cicciolina', por favor!" - peço à empregada em 'lingerie' semi-transparente branca.
O conceito de refeições servidas em trajes menores, já testado no Norte do país, chega agora ao Algarve. O restaurante, com capacidade para 90 pessoas, oferece sabores afrodisíacos, servidos por empregados e empregadas de mesa praticamente despidos.
"É um novo conceito de restauração que aposta num ambiente descontraído, quase familiar, mas muito divertido", garante Luís de Almeida, um dos proprietários. "Para além disso, temos refeições de qualidade, porque se queremos que voltem, é importante que comam bem", acrescenta.
E variedade de pratos é coisa que não falta, com preços que oscilam entre os 9 e os 30 euros, passando pela carne, peixe e massas frescas, bem como algumas sobremesas requintadas. Também é possível usufruir de alguns menús (Afrodisíaco, Lingerie e Escaldante, por exemplo) que incluem tudo e custam cerca de 30 euros por pessoa. Todos os pratos têm nomes sugestivos, de fazer crescer... o apetite.
'Oh si cariño', 'Linguado à Cicciolina', '69 Italiano, Orgia de Carnes' ou 'Viúva insaciável' são algumas das sugestões do restaurante, que só revela uma receita, a do sucesso: "Nós já tínhamos dois restaurantes, um na Póvoa do Varzim e outro em Vila Nova de Gaia, e agora decidimos apostar na internacionalização. Estivemos quase a abrir em Londres, mas pensámos que era melhor fazer o teste aqui em Albufeira, com os estrangeiros, antes de avançar para Inglaterra", refere Luís de Almeida.
Em breve, através do sistema de 'franchising', esperam abrir em Lisboa, Almada e também em algumas capitais europeias.
Para além do 'prato principal', o restaurante aposta em animação que decorre em simultâneo com a refeição, que inclui espectáculos de 'striptease' masculinos e femininos, 'lap dance', 'table dance' e até 'shows' lésbicos.
"Estou a divertir-me imenso", garante Joana Corado, uma das clientes que chegou a estar por debaixo de um 'stripper', em movimentos pélvicos pouco habituais num restaurante. "Não me importei nada, eu acho que de certo modo também foi bom fazer parte do espectáculo, porque nós estamos cá para nos divertirmos", diz ao Expresso, com um sorriso.
Ao mesmo tempo, Cristiano, 28 anos, 1,86 metros de altura e vários centímetros de 'bíceps', abre uma garrafa de vinho. Vestido apenas de 'boxers', conta ao Expresso que veio do Brasil há nove meses e apesar da licenciatura em Publicidade aceitou o trabalho de bom grado. "Eu já tinha trabalhado numa cadeia de restaurantes no Brasil, em que o ambiente era bastante descontraído, também já tenho feito alguns trabalhos para publicidade por isso não me chateia andar assim", afirma.
"Despida? Você acha que eu estou despida?", pergunta Mayre, 34 anos, apontando para a 'lingerie' semi-transparente que não lhe tapa a pele sardenta. Também ela brasileira, trocou os varões de 'strip' por uma profissão mais calma e de menor exposição. Reconhece sentir-se observada mas diz ser tudo uma questão de hábito: "Não tem nada demais", admite.
Ainda que simpática, nota-se no trato que lhe falta a experiência para servir à mesa.
"Nós tentámos adaptar o pessoal ao ambiente e pôr à mesa pessoas já com alguma experiência, mas não é tarefa fácil chegar ao pé de alguém que já trabalha como empregado de mesa e dizer-lhe para se despir. Até para arranjar bom pessoal para um restaurante normal já é difícil, quanto mais para aqui!", confessa Luís de Almeida, do 'The Lingerie Restaurant', em Albufeira.
Devido ao espaço reduzido, e a avaliar pelo interesse que este tipo de 'carnes' geralmente desperta, aconselha-se a reserva antecipada de mesa.
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/472566
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Por a casa em ordem
Manuela Ferreira Leite já tem onde por em prática a tese da suspensão da democracia por um período de seis meses para por tudo na ordem.
Dez deputados do PSD assinaram e depois saíram
Responsabilidade. Faltas dos deputados acabam por prejudicar a imagem do Parlamento e da própria política. No PSD, a líder promete que "a culpa não vai morrer solteira". Manuela Ferreira Leite espera pelas diligências de Paulo Rangel e sexta-feira vai voltar a falar no problema10 deputados do PSD, 1 do PS, 1 do PEV e 2 do CDS saíram antes das 12hContinua a polémica em torno das faltas à sessão parlamentar de sexta-feira, que vão ter consequências no grupo parlamentar do PSD. A situação mais "delicada" prende-se com o facto de existirem dez deputados do PSD que, apesar de terem assinado o livro, não estavam presentes à hora regimental de votação. Paulo Rangel convocou para hoje uma reunião da direcção da bancada do PSD e para amanhã uma de todo o grupo parlamentar por forma a que sexta-feira Manuela Ferreira Leite possa ter uma "radiografia" geral das causas que levaram cada um dos deputados a faltar. Mas não foram só os 10 deputados do PSD a assinar o livro e a sair antes do meio-dia, hora das votações: um do PS, um do PEV, dois do CDS usaram o mesmo expediente.Ontem, Manuela Ferreira Leite foi clara: manifestou confiança no líder do grupo parlamentar social-democrata, Paulo Rangel, e prometeu falar sobre as faltas de sexta-feira após esclarecer a "responsabilidade individual" de cada deputado. Recorde-se que na sessão se debateu uma proposta da bancada do CDS-PP para suspender o processo de avaliação de professores e que na hora da votação faltaram 35 deputados da oposição. No PSD registaram-se as ausências de 30 dos 75 deputados, às quais se somaram três deputados do CDS-PP ausentes, um do PCP e outro dos Verdes.
Dez deputados do PSD assinaram e depois saíram
Responsabilidade. Faltas dos deputados acabam por prejudicar a imagem do Parlamento e da própria política. No PSD, a líder promete que "a culpa não vai morrer solteira". Manuela Ferreira Leite espera pelas diligências de Paulo Rangel e sexta-feira vai voltar a falar no problema10 deputados do PSD, 1 do PS, 1 do PEV e 2 do CDS saíram antes das 12hContinua a polémica em torno das faltas à sessão parlamentar de sexta-feira, que vão ter consequências no grupo parlamentar do PSD. A situação mais "delicada" prende-se com o facto de existirem dez deputados do PSD que, apesar de terem assinado o livro, não estavam presentes à hora regimental de votação. Paulo Rangel convocou para hoje uma reunião da direcção da bancada do PSD e para amanhã uma de todo o grupo parlamentar por forma a que sexta-feira Manuela Ferreira Leite possa ter uma "radiografia" geral das causas que levaram cada um dos deputados a faltar. Mas não foram só os 10 deputados do PSD a assinar o livro e a sair antes do meio-dia, hora das votações: um do PS, um do PEV, dois do CDS usaram o mesmo expediente.Ontem, Manuela Ferreira Leite foi clara: manifestou confiança no líder do grupo parlamentar social-democrata, Paulo Rangel, e prometeu falar sobre as faltas de sexta-feira após esclarecer a "responsabilidade individual" de cada deputado. Recorde-se que na sessão se debateu uma proposta da bancada do CDS-PP para suspender o processo de avaliação de professores e que na hora da votação faltaram 35 deputados da oposição. No PSD registaram-se as ausências de 30 dos 75 deputados, às quais se somaram três deputados do CDS-PP ausentes, um do PCP e outro dos Verdes.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Beijar tem efeitos secundários ainda desconhecidos
Jovem fica surda depois de beijar o namorado
Uma jovem chinesa perdeu a audição do ouvido esquerdo depois de beijar, apaixonadamente, o namorado.
Depois de um beijo apaixonado com o namorado uma jovem chinesa perdeu a audição do ouvido esquerdo. A notícia é avançada pelo jornal "Shangai Daily".
O casal em causa diz que ouviu um estalo durante o momento e que logo a seguir a rapariga deixou de ouvir. Assustados ainda esperaram uma hora antes de irem ao hospital.
Os médicos dizem que não é comum, mas um beijo forte pode causar desequilíbrio na pressão de ar entre os ouvidos e levar a uma perda de audição.
Agora segue-se um tratamento de dois meses para recuperar a audição.
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/473224
Uma jovem chinesa perdeu a audição do ouvido esquerdo depois de beijar, apaixonadamente, o namorado.
Depois de um beijo apaixonado com o namorado uma jovem chinesa perdeu a audição do ouvido esquerdo. A notícia é avançada pelo jornal "Shangai Daily".
O casal em causa diz que ouviu um estalo durante o momento e que logo a seguir a rapariga deixou de ouvir. Assustados ainda esperaram uma hora antes de irem ao hospital.
Os médicos dizem que não é comum, mas um beijo forte pode causar desequilíbrio na pressão de ar entre os ouvidos e levar a uma perda de audição.
Agora segue-se um tratamento de dois meses para recuperar a audição.
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/473224
Para quando a introdução do livro de ponto na Assembleia da República?
Deputados faltam quase o dobro à sexta-feira
Parlamento. O DN fez as contas à presença dos deputados no plenário, desde o início do ano, nos três dias da semana em que há sessões plenárias. Conclusão: mesmo sendo por vezes dia de votações, os parlamentares faltam muito mais à sexta-feira. A reunião com maior assiduidade é a de quinta. Último plenário da semana é o menos concorrido As faltas dos deputados às reuniões plenárias de sexta-feira, no Parlamento, atingem quase o dobro das ausências registadas nos outros dias. O DN fez as contas às faltas dos parlamentares, desde o início deste ano, nos três dias em que há sessões plenárias na Assembleia da República. As reuniões de sexta contam 640 faltas. Já a quinta-feira, meio da semana, é o dia de maior assiduidade - regista 341 ausências. Nos plenários de quarta-feira houve 389 faltas.Na esmagadora maioria trata-se de faltas justificadas - a invocação de trabalho político é campeã nas justificações apresentadas pelos deputados. Em segundo lugar como motivo de ausência surge a doença, mas a grande distância da primeira. Dos números citados está excluída a não comparência nas sessões devido a missão parlamentar. O total de 1370 faltas dos deputados (o registo de presenças está disponível no site da Assembleia da República) reporta-se aos quase 100 plenários realizados desde o mês de Janeiro até 18 de Julho - data em que os trabalhos parlamentares interromperam para férias -, retomando a 17 de Setembro e até ao final do mês de Novembro. Os dados tornam evidente a menor assiduidade dos deputados à sexta-feira. No primeiro plenário da semana, à quarta, é raro o número de ausências ultrapassar as duas dezenas. E à quinta-feira menos ainda. Chegados à sexta, o panorama muda completamente de figura - foram 14 os plenários em que faltavam mais de 20 deputados nas bancadas. Por quatro vezes o número de ausentes ultrapassou os 30. E num caso específico, o do plenário menos concorrido do ano - nada menos que a sessão solene do 25 de Abril - as faltas ultrapassaram as quatro dezenas (ver caixa em cima). Os grandes contribuintes para estes números são o PSD e o PS - mesmo proporcionalmente, faltam mais que os pequenos partidos.Faltas polémicas no PSDO DN não incluiu nas contas os plenários de Dezembro pelo facto de os dados não estarem ainda actualizados no site do Parlamento. Mas é certo que a sessão plenária da última sexta-feira ainda pesaria mais no desequilíbrio face aos outros dias - sexta-feira, na hora da votação, não estavam no hemiciclo 13 deputado do PS e 35 da oposição, 30 dos quais do PSD.Manuela Ferreira Leite interpelou o seu líder parlamentar sobre as faltas e, publicamente, considerou-as "inaceitáveis". O antigo presidente do partido Marcelo Rebelo de Sousa classificou a situação de "gravíssimo" e apelou a consequências. O líder da distrital do PSD/Porto, Marco António Costa exigiu a demissão de Paulo Rangel. E só Pedro Santana Lopes, que também faltou na sexta-feira, se insurgiu contra Marcelo.
http://dn.sapo.pt/2008/12/09/nacional/deputados_faltam_quase_o_dobro_a_sex.html
Parlamento. O DN fez as contas à presença dos deputados no plenário, desde o início do ano, nos três dias da semana em que há sessões plenárias. Conclusão: mesmo sendo por vezes dia de votações, os parlamentares faltam muito mais à sexta-feira. A reunião com maior assiduidade é a de quinta. Último plenário da semana é o menos concorrido As faltas dos deputados às reuniões plenárias de sexta-feira, no Parlamento, atingem quase o dobro das ausências registadas nos outros dias. O DN fez as contas às faltas dos parlamentares, desde o início deste ano, nos três dias em que há sessões plenárias na Assembleia da República. As reuniões de sexta contam 640 faltas. Já a quinta-feira, meio da semana, é o dia de maior assiduidade - regista 341 ausências. Nos plenários de quarta-feira houve 389 faltas.Na esmagadora maioria trata-se de faltas justificadas - a invocação de trabalho político é campeã nas justificações apresentadas pelos deputados. Em segundo lugar como motivo de ausência surge a doença, mas a grande distância da primeira. Dos números citados está excluída a não comparência nas sessões devido a missão parlamentar. O total de 1370 faltas dos deputados (o registo de presenças está disponível no site da Assembleia da República) reporta-se aos quase 100 plenários realizados desde o mês de Janeiro até 18 de Julho - data em que os trabalhos parlamentares interromperam para férias -, retomando a 17 de Setembro e até ao final do mês de Novembro. Os dados tornam evidente a menor assiduidade dos deputados à sexta-feira. No primeiro plenário da semana, à quarta, é raro o número de ausências ultrapassar as duas dezenas. E à quinta-feira menos ainda. Chegados à sexta, o panorama muda completamente de figura - foram 14 os plenários em que faltavam mais de 20 deputados nas bancadas. Por quatro vezes o número de ausentes ultrapassou os 30. E num caso específico, o do plenário menos concorrido do ano - nada menos que a sessão solene do 25 de Abril - as faltas ultrapassaram as quatro dezenas (ver caixa em cima). Os grandes contribuintes para estes números são o PSD e o PS - mesmo proporcionalmente, faltam mais que os pequenos partidos.Faltas polémicas no PSDO DN não incluiu nas contas os plenários de Dezembro pelo facto de os dados não estarem ainda actualizados no site do Parlamento. Mas é certo que a sessão plenária da última sexta-feira ainda pesaria mais no desequilíbrio face aos outros dias - sexta-feira, na hora da votação, não estavam no hemiciclo 13 deputado do PS e 35 da oposição, 30 dos quais do PSD.Manuela Ferreira Leite interpelou o seu líder parlamentar sobre as faltas e, publicamente, considerou-as "inaceitáveis". O antigo presidente do partido Marcelo Rebelo de Sousa classificou a situação de "gravíssimo" e apelou a consequências. O líder da distrital do PSD/Porto, Marco António Costa exigiu a demissão de Paulo Rangel. E só Pedro Santana Lopes, que também faltou na sexta-feira, se insurgiu contra Marcelo.
http://dn.sapo.pt/2008/12/09/nacional/deputados_faltam_quase_o_dobro_a_sex.html
domingo, 7 de dezembro de 2008
Já sonho com um !
Carro a hidrogénio apresentado em Berlim
A construtora automóvel norte-americana General Motors apresentou esta semana em Berlim, na Alemanha, o seu mais recente protótipo a hidrogénio. Pesa 2000 quilos, tem uma autonomia de 320 quilómetros e vai dos 0 aos 100 km/hora em 12 segundos.
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/470804
A construtora automóvel norte-americana General Motors apresentou esta semana em Berlim, na Alemanha, o seu mais recente protótipo a hidrogénio. Pesa 2000 quilos, tem uma autonomia de 320 quilómetros e vai dos 0 aos 100 km/hora em 12 segundos.
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/470804
sábado, 6 de dezembro de 2008
Dias Loureiro: de Pelintra a um dos homens mais ricos do país

Vale a pena comprar a revista Visão desta semana para vermos como é que um politico da nossa praça passa rapidamente de pelintra a um homem que paga mais impostos que o Belmiro de Azevedo
Anatomia de um intocável
A história de Dias Loureiro é um puzzle que ajuda a explicar muito do que tem sido Portugal desde 1985, data da sua ascensão ao poder. Um homem com um percurso de luzes e sombras, que se confunde, por vezes, com as zonas cinzentas de um regime.
E por fim lá foi preso:ja não era sem tempo!!
EUA: OJ Simpson condenado a 15 anos de prisão efectiva (act.)
O antigo desportista norte-americano O.J.Simpson foi hoje condenado a 15 anos de prisão efectiva em Las Vegas, Nevada (oeste), com sequestro e assalto à mão armada, entre as 12 acusações de que foi considerado culpado.
Simpson, 61 anos, ilibado há 13 anos da morte da ex-mulher e de um amigo em Los Angeles, Califórnia, ficou quase impassível ao ouvir a sentença proferida pela juíza Jackie Glass.
Anteriormente O.J. Simpson apresentara “desculpas”, justificando nunca ter tido a “intenção de fazer mal a ninguém”.
"Aqui estou, desolado e um pouco desorientado”, lamentou Simpson em voz baixa e com os olhos húmidos, numa reacção que contrastou com o silêncio a que se remeteu durante todo o processo.
Vestindo o uniforme azul de recluso, a ex-estrela do futebol americano ouviu em silêncio os advogados pedirem, em vão, a sua liberdade.
Simpson poderia ser sentenciado a uma pena de seis anos de cadeia no mínimo e prisão perpétua no máximo.
O.J. simpson foi preso em 13 de Setembro de 2007 depois de uma tentativa de assalto à mão armada, juntamente com outros cinco indivíduos, a um casino de Las Vegas.
A Procuradoria pedira uma pena de 18 anos de prisão efectiva para Simpson e para o seu cúmplice Clarence Stewart.
Diário Digital / Lusa
O antigo desportista norte-americano O.J.Simpson foi hoje condenado a 15 anos de prisão efectiva em Las Vegas, Nevada (oeste), com sequestro e assalto à mão armada, entre as 12 acusações de que foi considerado culpado.
Simpson, 61 anos, ilibado há 13 anos da morte da ex-mulher e de um amigo em Los Angeles, Califórnia, ficou quase impassível ao ouvir a sentença proferida pela juíza Jackie Glass.
Anteriormente O.J. Simpson apresentara “desculpas”, justificando nunca ter tido a “intenção de fazer mal a ninguém”.
"Aqui estou, desolado e um pouco desorientado”, lamentou Simpson em voz baixa e com os olhos húmidos, numa reacção que contrastou com o silêncio a que se remeteu durante todo o processo.
Vestindo o uniforme azul de recluso, a ex-estrela do futebol americano ouviu em silêncio os advogados pedirem, em vão, a sua liberdade.
Simpson poderia ser sentenciado a uma pena de seis anos de cadeia no mínimo e prisão perpétua no máximo.
O.J. simpson foi preso em 13 de Setembro de 2007 depois de uma tentativa de assalto à mão armada, juntamente com outros cinco indivíduos, a um casino de Las Vegas.
A Procuradoria pedira uma pena de 18 anos de prisão efectiva para Simpson e para o seu cúmplice Clarence Stewart.
Diário Digital / Lusa
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Ministério Público a dormir desde 2003 !!!
Gestor milionário deixa buraco de 50 milhões no BPN Após ser descoberto um buraco de 50 milhões na auditoria à BPN-Créditus, que obrigou Óscar Silva, presidente do Conselho de Administração da empresa, a sair pela porta pequena e que motivou, em 2003, buscas ao banco com vista à apreensão dos contratos fictícios, o empresário, hoje com um património que o torna milionário, partiu para outros voos: no Verão de 2006 acompanhou o administrador da Air Luxor Vítor Pinto da Costa na compra da companhia.
http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&contentid=57F9D11B-5B6B-4365-B59F-3A46E618E77F
http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&contentid=57F9D11B-5B6B-4365-B59F-3A46E618E77F
O benemérito erário público
BPN recupera antigos clientes com juros altos
O 'chapéu' da CGD sobre o quase falido BPN está a ajudar no processo de recuperação do banco pela equipa liderada por Francisco Bandeira. Os juros altos que a instituição continua a oferecer e a segurança do banco público justificam o regresso de antigos clientes e a chegada de novos.
Em apenas três semanas, o nacionalizado BPN já começou a recuperar um pouco o fôlego, depois da crise que o atirou para uma situação de pré-falência iminente. Desde que a equipa da Caixa Geral de Depósitos (CGD) substituiu a direcção de Miguel Cadilhe, o banco já viu regressar metade dos clientes que havia perdido com a publicidade negativa provocada pela sua situação de iminente ruptura. E alguns são mesmo clientes que não tinham, no passado, qualquer ligação à instituição. Segundo apurou o DN, os aforradores estão a ser atraídos pela conjugação de juros relativamente altos de alguns dos produtos antigos (altamente competitivos) com a segurança que o processo de nacionalização lhes deu. Recorde-se que o presidente do banco, Francisco Bandeira, afirmou, poucos dias depois de ter chegado à presidência da instituição, que tencionava equiparar os produtos do BPN com os da CGD. Ou seja, baixar os juros dos depósitos e outras soluções de aforro do banco nacionalizado para os níveis mais conservadores da oferta da instituição pública. Porém, essa mudança está a ser feita de forma gradual e lenta, para não afastar os clientes que ficaram no banco, apesar do conturbado processo por que passou. O regresso dos clientes está a ser feito de forma transversal na instituição, tanto a nível de depositantes através da rede de balcões, como no caso de grandes clientes, com patrimónios mais elevados. No caso da gestão carteiras de alguma dimensão, um cliente confidenciou ao DN que, durante o período de maiores convulsões mediáticas em torno do banco, retirou todo o seu património ali colocado. Entretanto, depois da nacionalização, não só fez regressar a parte que tinha estado colocada no BPN, como reforçou esse património, transferindo-o de outros bancos.Esta ligeira recuperação da actividade normal do banco não está, contudo, a atingir todas as áreas da instituição. Uma das que ainda continua a enfrentar problemas sérios no seu dia-a-dia é a da gestão de fundos, com os volumes de resgates a manterem sob pressão o trabalho do gestores. Apesar de a CGD já ter injectado mais de 100 milhões em liquidez, a contínua desvalorização dos activos está a colocar obstáculos ao pagamento dos resgates dos clientes. Recorde-se que, desde que a nova equipa de gestores entrou no BPN, o banco já recebeu mais de mil milhões de euros em injecções de liquidez intermediadas pela CGD. Uma verba que está a ser utilizada para compensar as perdas provocadas pela crise financeira dos mercados internacionais, mas também pela saída de clientes assustados com a situação a que tinha chegado o BPN. Entretanto, a equipa de Francisco Bandeira continua a trabalhar no levantamento total da situação do banco, devendo apresentar em meados de Janeiro a solução para o seu destino. As opções oscilam entre a reprivatização total ou parcial, sendo que alguns dos activos do banco despertam o interesse dos gestores da
CGD.
http://dn.sapo.pt/2008/12/05/nacional/bpn_recupera_antigos_clientes_juros_.html
O 'chapéu' da CGD sobre o quase falido BPN está a ajudar no processo de recuperação do banco pela equipa liderada por Francisco Bandeira. Os juros altos que a instituição continua a oferecer e a segurança do banco público justificam o regresso de antigos clientes e a chegada de novos.
Em apenas três semanas, o nacionalizado BPN já começou a recuperar um pouco o fôlego, depois da crise que o atirou para uma situação de pré-falência iminente. Desde que a equipa da Caixa Geral de Depósitos (CGD) substituiu a direcção de Miguel Cadilhe, o banco já viu regressar metade dos clientes que havia perdido com a publicidade negativa provocada pela sua situação de iminente ruptura. E alguns são mesmo clientes que não tinham, no passado, qualquer ligação à instituição. Segundo apurou o DN, os aforradores estão a ser atraídos pela conjugação de juros relativamente altos de alguns dos produtos antigos (altamente competitivos) com a segurança que o processo de nacionalização lhes deu. Recorde-se que o presidente do banco, Francisco Bandeira, afirmou, poucos dias depois de ter chegado à presidência da instituição, que tencionava equiparar os produtos do BPN com os da CGD. Ou seja, baixar os juros dos depósitos e outras soluções de aforro do banco nacionalizado para os níveis mais conservadores da oferta da instituição pública. Porém, essa mudança está a ser feita de forma gradual e lenta, para não afastar os clientes que ficaram no banco, apesar do conturbado processo por que passou. O regresso dos clientes está a ser feito de forma transversal na instituição, tanto a nível de depositantes através da rede de balcões, como no caso de grandes clientes, com patrimónios mais elevados. No caso da gestão carteiras de alguma dimensão, um cliente confidenciou ao DN que, durante o período de maiores convulsões mediáticas em torno do banco, retirou todo o seu património ali colocado. Entretanto, depois da nacionalização, não só fez regressar a parte que tinha estado colocada no BPN, como reforçou esse património, transferindo-o de outros bancos.Esta ligeira recuperação da actividade normal do banco não está, contudo, a atingir todas as áreas da instituição. Uma das que ainda continua a enfrentar problemas sérios no seu dia-a-dia é a da gestão de fundos, com os volumes de resgates a manterem sob pressão o trabalho do gestores. Apesar de a CGD já ter injectado mais de 100 milhões em liquidez, a contínua desvalorização dos activos está a colocar obstáculos ao pagamento dos resgates dos clientes. Recorde-se que, desde que a nova equipa de gestores entrou no BPN, o banco já recebeu mais de mil milhões de euros em injecções de liquidez intermediadas pela CGD. Uma verba que está a ser utilizada para compensar as perdas provocadas pela crise financeira dos mercados internacionais, mas também pela saída de clientes assustados com a situação a que tinha chegado o BPN. Entretanto, a equipa de Francisco Bandeira continua a trabalhar no levantamento total da situação do banco, devendo apresentar em meados de Janeiro a solução para o seu destino. As opções oscilam entre a reprivatização total ou parcial, sendo que alguns dos activos do banco despertam o interesse dos gestores da
CGD.
http://dn.sapo.pt/2008/12/05/nacional/bpn_recupera_antigos_clientes_juros_.html
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Ricardo Araújo na Visão
Solicitaria apenas ao banco que estou a administrar sem o saber que me enviasse os lucros, se os houvesse, ou o dinheiro proveniente da ajuda do Estado, caso tivéssemos tido a sorte de falir .
-----------------
Tenho seguido atentamente a actualidade económica e estou em condições de avançar com uma informação que me parece relevante: a economia portuguesa está estagnada em todo o lado menos na agência Lusa. Não sei que microclima económico se vive na redacção da agência de notícias, mas o certo é que, a fazer fé nos jornais (prática que, no entanto, não recomendo), os seus jornalistas foram proibidos de usar a palavra «estagnação» para descrever o que parece claramente ser uma estagnação. Para todos os que se queixam de falta de imaginação no jornalismo, a medida tem algum interesse. Parece um exercício de escrita criativa: descreva a estagnação económica actual sem recorrer às palavras «estagnação» e «económica». O que se perde em rigor, ganha-se em fantasia.
Como sempre que alguém impõe uma proibição sobre o discurso dos outros, levantaram-se imediatamente vozes que, por tolice ou maldade, bradam, à primeira oportunidade «censura!» Trata-se, evidentemente, de uma conclusão precipitada. Proibir alguém de dizer determinada palavra não é necessariamente um acto de censura. Pode ser uma tentativa, aliás bastante nobre, de zelar pela urbanidade do trato. Por exemplo: «Não se diz estagnação, que é feio.» Quem sabe se, na evolução do latim «stagnare» para o português «estagnar», a palavra não sofreu um metaplasmo qualquer que a torna obscena? Por detrás da proibição imposta aos jornalistas da Lusa pode estar um subtil linguista que encontrou estragação na estagnação.
Outra hipótese: superstição. Como no caso daquelas pessoas que receiam dizer o nome de certa doença, também aqui pode haver o medo de que, se falarmos em estagnação, ela nos apareça – logo a nós, que estamos tão longe dela. Seria azar, convenhamos.
Há ainda outra possibilidade. Hoje em dia, toda a actividade económica parece decorrer num ambiente de ignorância. Greenspan não sabia que estava a preparar uma crise de dimensões históricas. O Banco de Portugal não sabia que as contas do BPN não batiam certo. Os administradores do BPN não sabiam nada. Eu próprio desconheço, por completo, o que se passa nos bancos portugueses e, à primeira vista, todos os seus gestores me parecem pessoas de bem. É possível, por isso, que eu seja administrador de um banco sem que o saiba. Tenho o perfil e a doce inconsciência que o cargo, aparentemente, exige. Solicitaria apenas ao banco que estou a administrar sem o saber que me enviasse os lucros, se os houvesse, ou o dinheiro proveniente da ajuda do Estado, caso tivéssemos tido a sorte de falir. Em todo o caso, a palavra-chave é «desconhecimento». Quanto menos se chamar «estagnação» à estagnação, menos perceberemos o que se passa. E essa, pelos vistos, é a maneira correcta de estar na economia.
http://aeiou.visao.pt/Opiniao/ricardoaraujopereira/Pages/estagnacao.aspx
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Tenho seguido atentamente a actualidade económica e estou em condições de avançar com uma informação que me parece relevante: a economia portuguesa está estagnada em todo o lado menos na agência Lusa. Não sei que microclima económico se vive na redacção da agência de notícias, mas o certo é que, a fazer fé nos jornais (prática que, no entanto, não recomendo), os seus jornalistas foram proibidos de usar a palavra «estagnação» para descrever o que parece claramente ser uma estagnação. Para todos os que se queixam de falta de imaginação no jornalismo, a medida tem algum interesse. Parece um exercício de escrita criativa: descreva a estagnação económica actual sem recorrer às palavras «estagnação» e «económica». O que se perde em rigor, ganha-se em fantasia.
Como sempre que alguém impõe uma proibição sobre o discurso dos outros, levantaram-se imediatamente vozes que, por tolice ou maldade, bradam, à primeira oportunidade «censura!» Trata-se, evidentemente, de uma conclusão precipitada. Proibir alguém de dizer determinada palavra não é necessariamente um acto de censura. Pode ser uma tentativa, aliás bastante nobre, de zelar pela urbanidade do trato. Por exemplo: «Não se diz estagnação, que é feio.» Quem sabe se, na evolução do latim «stagnare» para o português «estagnar», a palavra não sofreu um metaplasmo qualquer que a torna obscena? Por detrás da proibição imposta aos jornalistas da Lusa pode estar um subtil linguista que encontrou estragação na estagnação.
Outra hipótese: superstição. Como no caso daquelas pessoas que receiam dizer o nome de certa doença, também aqui pode haver o medo de que, se falarmos em estagnação, ela nos apareça – logo a nós, que estamos tão longe dela. Seria azar, convenhamos.
Há ainda outra possibilidade. Hoje em dia, toda a actividade económica parece decorrer num ambiente de ignorância. Greenspan não sabia que estava a preparar uma crise de dimensões históricas. O Banco de Portugal não sabia que as contas do BPN não batiam certo. Os administradores do BPN não sabiam nada. Eu próprio desconheço, por completo, o que se passa nos bancos portugueses e, à primeira vista, todos os seus gestores me parecem pessoas de bem. É possível, por isso, que eu seja administrador de um banco sem que o saiba. Tenho o perfil e a doce inconsciência que o cargo, aparentemente, exige. Solicitaria apenas ao banco que estou a administrar sem o saber que me enviasse os lucros, se os houvesse, ou o dinheiro proveniente da ajuda do Estado, caso tivéssemos tido a sorte de falir. Em todo o caso, a palavra-chave é «desconhecimento». Quanto menos se chamar «estagnação» à estagnação, menos perceberemos o que se passa. E essa, pelos vistos, é a maneira correcta de estar na economia.
http://aeiou.visao.pt/Opiniao/ricardoaraujopereira/Pages/estagnacao.aspx
Nada melhor do que ter o dinheiro aplicado numa instituição financeira polivalente
Avião do BPN usado para transportar prostitutas do Leste.
Óscar Silva, o economista que Oliveira e Costa foi buscar à Credifin para fundar no Porto, em 1998, a BPN- Créditus, esteve em Inglaterra com alguns amigos a assistir a uma prova de automobilismo viajando no jacto privado do BPN. Para animar a viagem fez-se uma escala num país do Leste para recolher prostitutas.
http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009&contentid=D4577E11-A774-49A3-AE16-80CAA3B14964
Óscar Silva, o economista que Oliveira e Costa foi buscar à Credifin para fundar no Porto, em 1998, a BPN- Créditus, esteve em Inglaterra com alguns amigos a assistir a uma prova de automobilismo viajando no jacto privado do BPN. Para animar a viagem fez-se uma escala num país do Leste para recolher prostitutas.
http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009&contentid=D4577E11-A774-49A3-AE16-80CAA3B14964
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Por lá ja estão mais adiantados
Brasil: Banqueiro condenado a 10 anos de prisão
A Justiça Federal de São Paulo condenou hoje o banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, a dez anos de prisão e a uma multa de 12 milhões de reais (quatro milhões de euros), por corrupção activa.
Dantas foi processado por ter alegadamente oferecido um milhão de dólares a um delegado da Polícia Federal para não ser investigado no âmbito da Operação Satiagraha (busca da verdade, em sânscrito).
Iniciada em 2004 para desarticular um esquema de corrupção relacionado com o escândalo do «mensalão» - como ficou conhecida a compra de apoio político no Congresso pelo Partido dos Trabalhadores (PT) - do Presidente Lula da Silva, a Operação Satiagraha levou à prisão, em Julho, de banqueiros, directores de bancos, políticos e empresários.
O esquema teria movimentado cerca de 1,3 mil milhões de euros através de um fundo de investimento do Banco Opportunity em contas bancárias num paraíso fiscal nas Caraíbas.
Entre as empresas utilizadas por Dantas no esquema estavam as operadoras de telemóveis Brasil Telecom e Telemig Celular, posteriormente adquirida pela Vivo, detida em partes iguais pela Portugal Telecom (PT) e pela Telefónica.
Ao receber a proposta de corrupção feita pelos emissários do banqueiro - Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom, e o professor universitário Hugo Chicaroni - a Polícia Federal fingiu concordar e passou a gravar todas as conversas e até parte do pagamento.
Braz e Chicaroni foram também condenados a sete anos e um mês cada um, em regime semi-aberto, e ao pagamento de multas - respectivamente 500 mil euros e 166 mil euros - por danos causados à sociedade.
O dinheiro das multas reverterá para instituições de beneficiência, a designar pela justiça.
Os advogados de defesa de Dantas negam as acusações e já recorreram, pedindo a anulação do julgamento, alegando que a decisão judicial é baseada em escutas telefónicas irregulares
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=361859&page=0
A Justiça Federal de São Paulo condenou hoje o banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, a dez anos de prisão e a uma multa de 12 milhões de reais (quatro milhões de euros), por corrupção activa.
Dantas foi processado por ter alegadamente oferecido um milhão de dólares a um delegado da Polícia Federal para não ser investigado no âmbito da Operação Satiagraha (busca da verdade, em sânscrito).
Iniciada em 2004 para desarticular um esquema de corrupção relacionado com o escândalo do «mensalão» - como ficou conhecida a compra de apoio político no Congresso pelo Partido dos Trabalhadores (PT) - do Presidente Lula da Silva, a Operação Satiagraha levou à prisão, em Julho, de banqueiros, directores de bancos, políticos e empresários.
O esquema teria movimentado cerca de 1,3 mil milhões de euros através de um fundo de investimento do Banco Opportunity em contas bancárias num paraíso fiscal nas Caraíbas.
Entre as empresas utilizadas por Dantas no esquema estavam as operadoras de telemóveis Brasil Telecom e Telemig Celular, posteriormente adquirida pela Vivo, detida em partes iguais pela Portugal Telecom (PT) e pela Telefónica.
Ao receber a proposta de corrupção feita pelos emissários do banqueiro - Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom, e o professor universitário Hugo Chicaroni - a Polícia Federal fingiu concordar e passou a gravar todas as conversas e até parte do pagamento.
Braz e Chicaroni foram também condenados a sete anos e um mês cada um, em regime semi-aberto, e ao pagamento de multas - respectivamente 500 mil euros e 166 mil euros - por danos causados à sociedade.
O dinheiro das multas reverterá para instituições de beneficiência, a designar pela justiça.
Os advogados de defesa de Dantas negam as acusações e já recorreram, pedindo a anulação do julgamento, alegando que a decisão judicial é baseada em escutas telefónicas irregulares
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=361859&page=0
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
O sexto homem mais elegante do Mundo....
(ele há gostos para tudo)
Diz o El Mundo
José Sócrates é o 'sexto homem mais elegante do mundo'
O jornal espanhol El Mundo elaborou uma lista dos vinte homens mais elegantes de 2008. E no 'top' internacional, entre Brad Pitt, Roger Federer e Barack Obama, o diário conservador coloca o primeiro-ministro português num honroso sexto lugar
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=118513
Diz o El Mundo
José Sócrates é o 'sexto homem mais elegante do mundo'
O jornal espanhol El Mundo elaborou uma lista dos vinte homens mais elegantes de 2008. E no 'top' internacional, entre Brad Pitt, Roger Federer e Barack Obama, o diário conservador coloca o primeiro-ministro português num honroso sexto lugar
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=118513
A falsa moral da politica portuguesa descrita pelo Mário Crespo
Interpelado sobre o BPN Cavaco Silva respondeu que "nenhum Presidente da República comenta questões do foro judicial". A ser assim, é legítimo concluir-se que a situação de Dias Loureiro, seu Conselheiro de Estado, é também já do foro judicial. Não o sabíamos.
Tal não tinha sido ainda sugerido por ninguém. Fazendo fé naquilo que o supremo magistrado do País declara, ainda por cima invocando doutrina de comportamento presidencial (nenhum comenta questões que estejam em fórum de justiça), Portugal tem no Conselho de Estado um conselheiro da sua escolha pessoal cujo comportamento é questão "do foro judicial".
Se nenhum Presidente da República pode comentar a imensa trapalhada em que Dias Loureiro se envolveu, qualquer Presidente da República deve afastar do seu círculo próximo alguém cujo comportamento sugira que terá que ser analisado em foro judicial. Não se trata de punir Cavaco Silva pelos actos de antigos e actuais colaboradores. Trata-se apenas do dever que o Presidente assumiu constitucionalmente de defender as instituições democráticas do País.
O Conselho de Estado é uma delas. Um Conselheiro de Estado não pode ser desmentido na praça pública em questões de honorabilidade e continuar a ser Conselheiro de Estado. Se "nenhum Presidente da República pode comentar questões do foro judicial" nenhum Presidente da República pode ter um Conselheiro de Estado que se sugere que falta à verdade. Um País não pode ter um Presidente da República que se aconselha com quem sabia de irregularidades financeiras e não as contou, como diz um Vice Governador do Banco de Portugal, ou que as contou mas nada fez, continuando durante anos no grupo que as praticava como se nada soubesse.
Esta é uma carga de suspeição insuportável para a instituição Presidencial. O detido, Oliveira e Costa, foi um alto colaborador do Primeiro-ministro Cavaco Silva. Teve uma parceria íntima em negócios multimilionários com Dias Loureiro quando ambos deixaram a política activa. Dias Loureiro é um alto colaborador do Presidente da República. Foi um vigoroso apoiante das campanhas presidenciais de Cavaco Silva. Deve ter tido um contributo valioso. Bem relacionado como é, deve ter atraído contribuições de campanha igualmente valiosas. Se calhar sem ele Cavaco não teria ganho. E Cavaco queria muito ganhar.
Mostrou isso por duas vezes. Não há dúvidas que o Presidente lhe deve muito. Mas o seu dever para com a República tem que ser maior. Se acha que o que se passa com o BPN é do foro judicial, sendo Dias Loureiro uma das entidades cujo envolvimento tem que ser explicado e não foi, a República exige-lhe que se distancie dele até a dúvida ser aclarada no foro judicial que, informou-nos o PR, é onde pertence.
Um Conselheiro de Estado não pode estar a aguardar investigações judiciais sobre o seu comportamento e honorabilidade. A um Conselheiro de Estado não se aplicam presunções de inocência em ambientes de suspeição generalizada com depoimentos contraditórios de altos responsáveis do Estado no passado/presente a desmentirem-se em público sobre questões de pura e simples honestidade. Isto não é assunto remissível para o foro judicial. É do foro presidencial e o Presidente, por muito que lhe custe, tem que se pronunciar.
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo
Tal não tinha sido ainda sugerido por ninguém. Fazendo fé naquilo que o supremo magistrado do País declara, ainda por cima invocando doutrina de comportamento presidencial (nenhum comenta questões que estejam em fórum de justiça), Portugal tem no Conselho de Estado um conselheiro da sua escolha pessoal cujo comportamento é questão "do foro judicial".
Se nenhum Presidente da República pode comentar a imensa trapalhada em que Dias Loureiro se envolveu, qualquer Presidente da República deve afastar do seu círculo próximo alguém cujo comportamento sugira que terá que ser analisado em foro judicial. Não se trata de punir Cavaco Silva pelos actos de antigos e actuais colaboradores. Trata-se apenas do dever que o Presidente assumiu constitucionalmente de defender as instituições democráticas do País.
O Conselho de Estado é uma delas. Um Conselheiro de Estado não pode ser desmentido na praça pública em questões de honorabilidade e continuar a ser Conselheiro de Estado. Se "nenhum Presidente da República pode comentar questões do foro judicial" nenhum Presidente da República pode ter um Conselheiro de Estado que se sugere que falta à verdade. Um País não pode ter um Presidente da República que se aconselha com quem sabia de irregularidades financeiras e não as contou, como diz um Vice Governador do Banco de Portugal, ou que as contou mas nada fez, continuando durante anos no grupo que as praticava como se nada soubesse.
Esta é uma carga de suspeição insuportável para a instituição Presidencial. O detido, Oliveira e Costa, foi um alto colaborador do Primeiro-ministro Cavaco Silva. Teve uma parceria íntima em negócios multimilionários com Dias Loureiro quando ambos deixaram a política activa. Dias Loureiro é um alto colaborador do Presidente da República. Foi um vigoroso apoiante das campanhas presidenciais de Cavaco Silva. Deve ter tido um contributo valioso. Bem relacionado como é, deve ter atraído contribuições de campanha igualmente valiosas. Se calhar sem ele Cavaco não teria ganho. E Cavaco queria muito ganhar.
Mostrou isso por duas vezes. Não há dúvidas que o Presidente lhe deve muito. Mas o seu dever para com a República tem que ser maior. Se acha que o que se passa com o BPN é do foro judicial, sendo Dias Loureiro uma das entidades cujo envolvimento tem que ser explicado e não foi, a República exige-lhe que se distancie dele até a dúvida ser aclarada no foro judicial que, informou-nos o PR, é onde pertence.
Um Conselheiro de Estado não pode estar a aguardar investigações judiciais sobre o seu comportamento e honorabilidade. A um Conselheiro de Estado não se aplicam presunções de inocência em ambientes de suspeição generalizada com depoimentos contraditórios de altos responsáveis do Estado no passado/presente a desmentirem-se em público sobre questões de pura e simples honestidade. Isto não é assunto remissível para o foro judicial. É do foro presidencial e o Presidente, por muito que lhe custe, tem que se pronunciar.
http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo
O ovo de colombo da justiça portuguesa
Inédito: fax enviado do tribunal de Caminha ordenava libertação de presos
Falso juiz manda soltar assassinosEra tudo aparentemente verdadeiro. O fax tinha o cabeçalho do Tribunal Judicial de Caminha onde corria o processo. A ordem era de libertação – e os dois reclusos, um casal espanhol prestes a ser julgado por homicídio qualificado e já com um vasto passado de violência e roubo, deveriam ser imediatamente libertados no âmbito do inquérito.
O documento, recebido na cadeia de Custóias, causou estranheza aos guardas prisionais. O inquérito ainda estava em curso, não havia notícia de qualquer recurso que pudesse ditar a libertação imediata de dois suspeitos de homicídio qualificado. Foram feitos contactos de verificação e percebeu-se que, afinal, era tudo uma farsa. O documento era falso; a assinatura do juiz não correspondia a qualquer magistrado.
Os dois reclusos foram depois transferidos. A mulher está agora em Santa Cruz do Bispo e ele em Monsanto, a cadeia que reúne melhores condições de segurança. Mas ficou o aviso. Uma falsificação quase perfeita poderia ter ditado a libertação de presos considerados altamente perigosos.
As autoridades ainda tentaram perceber de onde foi enviado o fax. Mas nada de relevante foi descoberto, nunca se soube quem o enviou e a mando de quem.
O esquema, no entanto, era quase perfeito. O fax foi enviado a uma sexta-feira, ao final da tarde. Os contactos com o tribunal não podiam ser feitos porque aquele já tinha fechado. Os serviços prisionais não podiam adiar a libertação, sob pena de serem acusados de prisão ilegal. Em minutos tentaram o impossível. Verificar a veracidade do documento, confirmar se a ordem era legítima.
O julgamento desta dupla, acusada de assassinar o recepcionista de uma residencial de Caminha para lhe roubar uma pequena quantia em dinheiro, está marcado para o próximo dia 11. O homem, de 34 anos, e a mulher, de 32, usaram de 'grande violência' para consumar o crime, esfaqueando o recepcionista para depois o abater a tiro.
A vítima, de 35 anos, que residia em Lanhelas, Caminha, foi encontrada na manhã de 30 de Maio de 2007, 'toda nua e prostrada numa poça de sangue'. O casal foi apanhado algum tempo depois em Olhão, com documentos falsos.
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&contentid=DFDF727A-BA1F-480F-B3EB-44310AB83C85
Falso juiz manda soltar assassinosEra tudo aparentemente verdadeiro. O fax tinha o cabeçalho do Tribunal Judicial de Caminha onde corria o processo. A ordem era de libertação – e os dois reclusos, um casal espanhol prestes a ser julgado por homicídio qualificado e já com um vasto passado de violência e roubo, deveriam ser imediatamente libertados no âmbito do inquérito.
O documento, recebido na cadeia de Custóias, causou estranheza aos guardas prisionais. O inquérito ainda estava em curso, não havia notícia de qualquer recurso que pudesse ditar a libertação imediata de dois suspeitos de homicídio qualificado. Foram feitos contactos de verificação e percebeu-se que, afinal, era tudo uma farsa. O documento era falso; a assinatura do juiz não correspondia a qualquer magistrado.
Os dois reclusos foram depois transferidos. A mulher está agora em Santa Cruz do Bispo e ele em Monsanto, a cadeia que reúne melhores condições de segurança. Mas ficou o aviso. Uma falsificação quase perfeita poderia ter ditado a libertação de presos considerados altamente perigosos.
As autoridades ainda tentaram perceber de onde foi enviado o fax. Mas nada de relevante foi descoberto, nunca se soube quem o enviou e a mando de quem.
O esquema, no entanto, era quase perfeito. O fax foi enviado a uma sexta-feira, ao final da tarde. Os contactos com o tribunal não podiam ser feitos porque aquele já tinha fechado. Os serviços prisionais não podiam adiar a libertação, sob pena de serem acusados de prisão ilegal. Em minutos tentaram o impossível. Verificar a veracidade do documento, confirmar se a ordem era legítima.
O julgamento desta dupla, acusada de assassinar o recepcionista de uma residencial de Caminha para lhe roubar uma pequena quantia em dinheiro, está marcado para o próximo dia 11. O homem, de 34 anos, e a mulher, de 32, usaram de 'grande violência' para consumar o crime, esfaqueando o recepcionista para depois o abater a tiro.
A vítima, de 35 anos, que residia em Lanhelas, Caminha, foi encontrada na manhã de 30 de Maio de 2007, 'toda nua e prostrada numa poça de sangue'. O casal foi apanhado algum tempo depois em Olhão, com documentos falsos.
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&contentid=DFDF727A-BA1F-480F-B3EB-44310AB83C85
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