Companhia da Nova Zelândia faz voo teste com óleo vegetal
Uma companhia aérea da Nova Zelândia realizou com sucesso o primeiro voo de um avião alimentado a óleo vegetal. A viagem de duas horas decorreu na região de Auckland, capital do país
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=121668
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
A idiotice da justiça portuguesa
Prisão do assassino já não pode ser aplicada
A decisão de uma procuradora adjunta em ordenar a prisão domiciliária para o cadastrado que está indiciado pelo roubo e homicídio qualificado da agente imobiliária de Viseu, degolada pelo assaltante, não pode ser alterada pela Procuradoria Geral da República. Agora só poderá ser reavaliada se a PJ reunir novas provas, podendo a medida de coacção actual, com o suspeito em casa, prolongar-se durante anos.
Pinto Monteiro garantiu ao CM desconhecer este caso em concreto e a qualidade dos indícios analisados pela magistrada de Viseu, mas lembra existir uma "norma" que aconselha os magistrados a requererem a medida de coacção mais gravosa em caso de crimes graves – prisão preventiva. "Há uma norma, mas existe uma margem de escolha. E presume-se que, no caso indicado, o magistrado deve ter proposto a medida que entendeu correcta", diz o PGR ao CM.
Quanto a José Manageiro, presidente da Associação Profissional da Guarda, diz ao nosso jornal que a presença permanente de quatro militares da GNR em redor da casa do suspeito custa ao Estado 300 euros por dia. "Este tipo de situações ficam caras ao contribuinte, já para não falarmos das alterações de serviço que se fazem no posto".
Alfredo Azevedo, 41 anos, estava desempregado e vivia com graves problemas financeiros. No dia do homicídio chegou a casa com 200 euros em notas, o mesmo montante levantado pela vítima horas antes de ser assassinada. À PJ e mesmo perante os indícios, o suspeito negou o crime. Está indiciado por homicídio qualificado e roubo.
DEIXOU DE SER VISTO NO CAFÉ
Alfredo Azevedo, o suspeito do homicídio da promotora imobiliária, tinha por hábito frequentar os cafés de Rio de Loba e Travassós de Cima. No entanto, desde que ocorreu o crime, há duas semanas, terá mudado de hábitos e deixou de ser visto nos estabelecimentos. "Ele vinha cá com alguma frequência e era tratado como sendo da família. A certa altura deixou de cá vir", disse ao CM a funcionária do café.
Alfredo Azevedo dizia por vezes às pessoas que era viúvo, que tinha muito trabalho como pintor de automóveis e que fazia transportes para a zona do Porto.
A verdade é que nos últimos tempos não trabalhava e passava por grandes dificuldades financeiras. "Não lhe são conhecidas actividades paralelas, mas era preciso sustentar uma família e estava desempregado", recorda fonte policial.
A decisão de uma procuradora adjunta em ordenar a prisão domiciliária para o cadastrado que está indiciado pelo roubo e homicídio qualificado da agente imobiliária de Viseu, degolada pelo assaltante, não pode ser alterada pela Procuradoria Geral da República. Agora só poderá ser reavaliada se a PJ reunir novas provas, podendo a medida de coacção actual, com o suspeito em casa, prolongar-se durante anos.
Pinto Monteiro garantiu ao CM desconhecer este caso em concreto e a qualidade dos indícios analisados pela magistrada de Viseu, mas lembra existir uma "norma" que aconselha os magistrados a requererem a medida de coacção mais gravosa em caso de crimes graves – prisão preventiva. "Há uma norma, mas existe uma margem de escolha. E presume-se que, no caso indicado, o magistrado deve ter proposto a medida que entendeu correcta", diz o PGR ao CM.
Quanto a José Manageiro, presidente da Associação Profissional da Guarda, diz ao nosso jornal que a presença permanente de quatro militares da GNR em redor da casa do suspeito custa ao Estado 300 euros por dia. "Este tipo de situações ficam caras ao contribuinte, já para não falarmos das alterações de serviço que se fazem no posto".
Alfredo Azevedo, 41 anos, estava desempregado e vivia com graves problemas financeiros. No dia do homicídio chegou a casa com 200 euros em notas, o mesmo montante levantado pela vítima horas antes de ser assassinada. À PJ e mesmo perante os indícios, o suspeito negou o crime. Está indiciado por homicídio qualificado e roubo.
DEIXOU DE SER VISTO NO CAFÉ
Alfredo Azevedo, o suspeito do homicídio da promotora imobiliária, tinha por hábito frequentar os cafés de Rio de Loba e Travassós de Cima. No entanto, desde que ocorreu o crime, há duas semanas, terá mudado de hábitos e deixou de ser visto nos estabelecimentos. "Ele vinha cá com alguma frequência e era tratado como sendo da família. A certa altura deixou de cá vir", disse ao CM a funcionária do café.
Alfredo Azevedo dizia por vezes às pessoas que era viúvo, que tinha muito trabalho como pintor de automóveis e que fazia transportes para a zona do Porto.
A verdade é que nos últimos tempos não trabalhava e passava por grandes dificuldades financeiras. "Não lhe são conhecidas actividades paralelas, mas era preciso sustentar uma família e estava desempregado", recorda fonte policial.
domingo, 28 de dezembro de 2008
Afinal estamos mesmo na linha da frente!!
Fato de Banho concebido em Portugal gera polémica
O LZR Racer, o fato de banho usado pelo norte-americano, Michael Phelps, foi concebido em Portugal e aprovado pela Federação Internacional de Natação, mas um treinador australiano considera que este fato pode pôr em causa a credibilidade da performance dos atletas.
Peça da jornalista Ana Lemos com declarações do antigo presidente da Federação Portuguesa de Natação, Vítor Nogueira, que considera que as inovações dos fatos de banho resultam do avanço tecnológico
O LZR-Racer usado, por exemplo, pelo nadador Michael Phelps foi concebido em Portugal, numa parceria entre a empresa Petratex, de Paços de Ferreira, e a Speedo.
O material foi desenvolvido em Portugal e a empresa nacional garante que o tecido inovador permite reduzir entre cinco a 10 por cento a fricção dentro de água.
O fato de banho foi aprovado pela Federação Internacional de Natação, FINA, e viveu momentos de glória nos Jogos Olímpicos de Pequim, realizados este ano.
No entanto, um treinador australiano considera que os novos fatos de banho podem afectar a credibilidade das apetências dos atletas porque, nos dias de hoje, as pessoas começam a acreditar que os resultados dos nadadores dependem das características dos seus fatos de banho.
O antigo presidente da Federação Portuguesa de Natação, Vítor Nogueira, desvaloriza a opinião do treinador australiano por considerar que tratam-se de novas tecnologias que são aplicadas em todas as modalidades desportivas.
Na opinião de Vítor Nogueira, os recordes que se registaram nos Jogos Olímpicos de 2008 em natação poderão, em vez disso, estar relaccionados com as caracteristicas da piscina de Pequim.
A FINA já anunciou, no entanto, uma reunião com atletas, representantes das marcas, especialistas e fabricantes para analisarem os fatos de banho utilizados na prática da modalidade.
O LZR Racer, o fato de banho usado pelo norte-americano, Michael Phelps, foi concebido em Portugal e aprovado pela Federação Internacional de Natação, mas um treinador australiano considera que este fato pode pôr em causa a credibilidade da performance dos atletas.
Peça da jornalista Ana Lemos com declarações do antigo presidente da Federação Portuguesa de Natação, Vítor Nogueira, que considera que as inovações dos fatos de banho resultam do avanço tecnológico
O LZR-Racer usado, por exemplo, pelo nadador Michael Phelps foi concebido em Portugal, numa parceria entre a empresa Petratex, de Paços de Ferreira, e a Speedo.
O material foi desenvolvido em Portugal e a empresa nacional garante que o tecido inovador permite reduzir entre cinco a 10 por cento a fricção dentro de água.
O fato de banho foi aprovado pela Federação Internacional de Natação, FINA, e viveu momentos de glória nos Jogos Olímpicos de Pequim, realizados este ano.
No entanto, um treinador australiano considera que os novos fatos de banho podem afectar a credibilidade das apetências dos atletas porque, nos dias de hoje, as pessoas começam a acreditar que os resultados dos nadadores dependem das características dos seus fatos de banho.
O antigo presidente da Federação Portuguesa de Natação, Vítor Nogueira, desvaloriza a opinião do treinador australiano por considerar que tratam-se de novas tecnologias que são aplicadas em todas as modalidades desportivas.
Na opinião de Vítor Nogueira, os recordes que se registaram nos Jogos Olímpicos de 2008 em natação poderão, em vez disso, estar relaccionados com as caracteristicas da piscina de Pequim.
A FINA já anunciou, no entanto, uma reunião com atletas, representantes das marcas, especialistas e fabricantes para analisarem os fatos de banho utilizados na prática da modalidade.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Há coisas que não se percebem, mas se calhar também não são para perceber.
Portugal é destino de preferência dos prisioneiros de Guantánamo.
Que Portugal é um conhecido destino para turistas, isso não é novidade. Mas, pelos vistos, passou a ser também um país muito popular entre os detidos de Guantánamo, desde que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, anunciou a disponibilidade de receber alguns, disse à agência Lusa um advogado dos detidos."Todos a quem falámos (da oferta do governo português) ficaram contentes com a ideia", disse Clive Smith, director da organização de defesa de direitos humanos Reprieve e defensor jurídico de 30 detidos. "Portugal é um lugar muito popular em Guantánamo nesta altura!", garantiu, em entrevista por email a partir de Washington, onde se encontra. Luís Amado deu conta da disponibilidade de Portugal para acolher detidos de Guantánamo a 10 de Dezembro, numa carta enviada aos homólogos da União Europeia, a propósito do 60º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos. Smith disse à Lusa ter discutido a hipótese com todos os clientes e que estes "não querem outra coisa senão sair dali e ir para Portugal". Um exemplo é o palestiniano Ayman al Shurafa, de 33 anos, cujo regresso à Arábia Saudita, onde nasceu e cresceu, não foi aceite por não ter a nacionalidade saudita. A solução, segundo o director da Reprieve, seria ir para os territórios palestinianos "se Israel deixasse. Ele já teria sido libertado se não fosse isso."O advogado afirmou não ter dúvidas de que muitos detidos preferem instalar-se noutro país diferente do deles porque "se eles regressarem serão torturados". O desafio será agora que outros países adiram à posição portuguesa, em especial o Reino Unido e Itália, que "deviam receber as pessoas que viviam ali como residentes", nomeadamente três argelinos no Reino Unido e oito tunisinos em Itália. Clive Smith considerou que há 60 casos difíceis, depois de excluir dos actuais 250 detidos, os cerca de 40 que estima que serão julgados nos Estados Unidos e os 150 que deverão regressar a casa. "Se Portugal ajudar nisto, iniciará uma relação muito positiva com a administração Obama, além de ser um óptimo exemplo para o mundo islâmico - onde Portugal será muito mais popular também", concluiu.
Que Portugal é um conhecido destino para turistas, isso não é novidade. Mas, pelos vistos, passou a ser também um país muito popular entre os detidos de Guantánamo, desde que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, anunciou a disponibilidade de receber alguns, disse à agência Lusa um advogado dos detidos."Todos a quem falámos (da oferta do governo português) ficaram contentes com a ideia", disse Clive Smith, director da organização de defesa de direitos humanos Reprieve e defensor jurídico de 30 detidos. "Portugal é um lugar muito popular em Guantánamo nesta altura!", garantiu, em entrevista por email a partir de Washington, onde se encontra. Luís Amado deu conta da disponibilidade de Portugal para acolher detidos de Guantánamo a 10 de Dezembro, numa carta enviada aos homólogos da União Europeia, a propósito do 60º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos. Smith disse à Lusa ter discutido a hipótese com todos os clientes e que estes "não querem outra coisa senão sair dali e ir para Portugal". Um exemplo é o palestiniano Ayman al Shurafa, de 33 anos, cujo regresso à Arábia Saudita, onde nasceu e cresceu, não foi aceite por não ter a nacionalidade saudita. A solução, segundo o director da Reprieve, seria ir para os territórios palestinianos "se Israel deixasse. Ele já teria sido libertado se não fosse isso."O advogado afirmou não ter dúvidas de que muitos detidos preferem instalar-se noutro país diferente do deles porque "se eles regressarem serão torturados". O desafio será agora que outros países adiram à posição portuguesa, em especial o Reino Unido e Itália, que "deviam receber as pessoas que viviam ali como residentes", nomeadamente três argelinos no Reino Unido e oito tunisinos em Itália. Clive Smith considerou que há 60 casos difíceis, depois de excluir dos actuais 250 detidos, os cerca de 40 que estima que serão julgados nos Estados Unidos e os 150 que deverão regressar a casa. "Se Portugal ajudar nisto, iniciará uma relação muito positiva com a administração Obama, além de ser um óptimo exemplo para o mundo islâmico - onde Portugal será muito mais popular também", concluiu.
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